Pindamonhangaba -

Um Colégio Centenário




A história deste centenário estabelecimento de ensino antecede a história do prédio na "Barão Homem de Mello". A escola Alfredo Pujol originou-se da unificação das escolas dos professores Pedro Silva e Júlio Pestana, fato ocorrido em 24 de Janeiro de 1895, surgindo então o primeiro grupo escolar de Pindamonhangaba, instalado inicialmente, conforme artigo publicado na edição de 11 de junho de 1982 da Tribuna do Norte, "em prédio arrendado pela Câmara Municipal situado na praça Cornélio Lessa nº3 (em frente ao Bosque da Princesa), antiga sede do Colégio Conceição" (área onde desde 1947 se encontra o Lar São Judas Tadeu).
O Grupo Escolar Alfredo Pujol funcionou primeiramente só com a seção masculina. Mais tarde veio a seção feminina, a cargo da professora Amélia de Godoy. O primeiro diretor foi o professor Júlio Pestana.
A construção do prédio no 'Largo da Estação', denominação antiga, surgiu da necessidade de um espaço mais satisfatório para receber os alunos. Para sua construção, o dr. Antônio Martins Fontes Júnior, então deputado estadual, conseguiu uma verba de 60 contos de réis e a administração municipal, governo de Francisco Romeiro, ofereceu a área e mais 11 contos, ficando o custo total da obra em 140 contos..
O responsável pela planta foi o engenheiro Francisco Viotti. O construtor, engenheiro Santiago Stornini. A construção foi supervisionada tecnicamente pelo engenheiro militar e escritor pré-modernista, Euclides da Cunha, o grande autor de "Os Sertões".
Inauguração
A pedra fundamental desse novo prédio do 'Pujol' foi lançada em 25 de julho de 1901. Pouco mais de um ano depois, no dia 6 de dezembro de 1902, acontecia a inauguração festiva com a presença de inúmeras autoridades, entre elas o intendente municipal (prefeito) dr. Francisco Romeiro, o inspetor geral de Ensino, dr. Mário Bulcão Giudice, e os deputados Rubião Júnior e dr. Fontes Júnior.
Com missa, almoço, teatro e sessão solene, as festividades comemorativas se estenderam até o dia seguinte.
Não podendo comparecer à inauguração por motivos de saúde, o dr. Alfredo Pujol na época deputado estadual, enviou uma carta agradecendo pelo convite e pela homenagem. Carta esta lida na sessão de inauguração (presidida pelo dr. Bento Bueno), a pedido do dr. Fontes Júnior, ao qual endereçava-se a mensagem:

"Meu caro colega dr. Fontes Júnior
O convite, de que é portadora sua carta, me desvanece extremamente. E só o meu estado de saúde que me priva de viajar, seria, como é, obstáculo a que eu acuda, com o infinito prazer ao honroso convite. Peço-lhe, porém, a bondade de me apresentar na bela festa escolar, e dizer aos jovens alunos do grupo, a que tão generosamente deram o meu nome, que é esta para mim a honra mais insigne que já recebi; e que só me tem sido estímulo amar e defender sempre a causa do ensino público em nosso Estado. Afetuosamente agradecido, sou o colega - Alfredo Pujol, São Paulo, 5 de dezembro de 1902."

Grupo Escolar de 1895 a 1975
Com base no ano de seu surgimento, 1895, este tradicional estabelecimento de ensino foi grupo escolar durante oitenta anos, atendendo alunos do 1º ao 4º ano, que depois passou a ser 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental. A partir de 1976, deixou de ser GE para se tornar EEPG, ou seja, Escola Estadual de 1º Grau (1ª à 8ª série).
Em 1982, a passou a funcionar no loteamento Campos Maia, no prédio onde se encontra estabelecida a EE José Wadie Milad. Ali permaneceu até o ano de 1986, período em que o prédio histórico da 'Barão Homem de Mello' abrigou a Delegacia de Ensino.
Atendendo a pedidos da população, do prefeito João Bosco Nogueira, do deputado federal Geraldo Alckmin, em 1987, o governador Franco Montoro autorizou o retorno da tradicional escola à sua morada de origem. Naquele ano, mesmo sem totais condições de abrigar os alunos, precariamente, o velho prédio voltou a ser escola, enquanto se aguardava as obras de reformas requisitadas junto a instituições governamentais do estado.
Em 1988, tiveram início as obras de restauração do prédio, então tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico), restituindo-lhe alguns detalhes artísticos e arquitetônicos.
O prédio foi reinaugurado no dia 29 de abril de 1989. Na festiva reinauguração, foram distribuídas réplicas da edição de 14 de dezembro de 1902 do jornal Tribuna do Norte, a qual trazia a reportagem de inauguração do prédio (6/12/1902).

"Pujol", escola de Ensino Médio" 
Em Pindamonhangaba, a escola Alfredo Pujol é atualmente a única escola dedicada exclusivamente ao Ensino Médio, incluindo o EJA (Educação para Jovens e Adultos). A escola atende a 815 alunos, com oito classes funcionando nos períodos da manhã, tarde e noite; o corpo docente é formado por 51 professores e o estabelecimento conta com 13 funcionários. A diretora é Iara Rodrigues Braga Sobelman, que assumiu a diretoria do 'Pujol' em 1987. Depois de um período de afastamento, ela retornou e desde 2006 permanece à frente da centenária escola, compromissada não só com o ensino de qualidade, mas também com a manutenção da história e glórias da escola Dr. Alfredo Pujol.


Artigo publicado na edição de 11 de junho de 1982 da “Tribuna do Norte”, confirma a data e revela que a referida escola “foi instalada em prédio arrendado pela Câmara Municipal situado na Praça Cornélio Lessa nº 3 (em frente ao Bosque da Princesa), antiga sede do Colégio Conceição”.
O Grupo Escolar Alfredo Pujol funcionou primeiramente só com a seção masculina, vindo só mais tarde a seção feminina.
A construção do prédio surgiu da necessidade de mais espaço para receber os alunos. Foi quando o Dr. Antônio Martins Fontes Júnior, então deputado estadual, conseguiu uma verba de 60 contos de réis para a construção do edifício.
A administração municipal, na gestão de Francisco Romeiro, ofereceu a área, parcialmente utilizada por um cemitério, e mais 11 contos, ficando o custo total da obra em 140 contos de réis. O jornal ”Tribuna do Norte”, por intermédio de seu fundador, Dr. João Romeiro, também teve importante participação na campanha para a construção do novo prédio.
O responsável pela planta foi o engenheiro Francisco Viotti. O construtor, engenheiro Santiago Stornini. A construção foi supervisionada tecnicamente pelo engenheiro militar e escritor, Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”. O Colégio ocupa uma área de 2000 m2, tendo seu prédio atual inaugurado em 06/12/1902.

Estado inicia obra de restauro do Colégio Alfredo Pujol       

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo iniciou, em julho, o restauro do prédio que abriga a Escola Estadual “Dr. Alfredo Pujol”, de Pindamonhangaba. Patrimônio do município, a escola instalada no centro da cidade, é centenária e já formou mais de 70 mil alunos.
As obras, orçadas em cerca de R$ 730 mil, têm previsão de término no primeiro semestre de 2010. Entre os principais reparos estão a troca de todo o telhado, reforma nos banheiros e na cozinha, e consertos nos sistemas elétricos e hidráulicos, entre outras coisas. “É uma grande obra que estávamos reivindicando há muito tempo.
O prédio é parte da história da cidade e, por isso, sua manutenção é fundamental não só para os alunos, mas para todos os moradores da cidade”, afirmou a dirigente de Ensino de Pinda, Gicele de Paiva Giudice. Segundo a dirigente, as obras não vão interferir no cumprimento do ano letivo dos alunos. “A empresa responsável aproveitou o mês de férias para adiantar as obras e fazer a troca do telhado. As outras coisas serão feitas por etapas, com remanejamento de salas de aula e adequação dos espaços físicos, para que as aulas possam prosseguir sem atrasos”, ressaltou.
A história da escola se confunde com a própria história da cidade e do Brasil. O engenheiro responsável pelas obras do prédio, foi o engenheiro Euclides da Cunha, importante escritor da literatura nacional e autor de "Os Sertões".
Inaugurado em 1902, o edifício de composição neoclássica, foi pintado nas cores amarelo, branco e cinza nas janelas e grades. Todas as entradas são voltadas para o pátio principal da escola, de onde se têm uma vista do toda a parte superior. 


O Ensino


O método de ensino da escola é o mesmo utilizado em todo o Estado de São Paulo, pois este unificou o ensino através de um sistema unificado que indica exatamente o quê professores e alunos devem estudar. Na escola Dr. Alfredo Pujol essas apostilas são seguidas à risca e os professores aprofundam seu conhecimento fora da sala de aula também. “Os professores estudam um pouco de tudo cada vez mais e mais, porque as apostilas requerem muito conhecimento e os alunos são cobrados constantemente com relação às lições de casa, que são sempre pedidas, conforme as apostilas também determinam”, afirma a coordenadora da escola Fátima Ribeiro. Ainda segundo Fátima, essa cobrança por parte da escola sempre foi feita, mesmo antes de o governo fazer essa exigência. “Sempre mantivemos contato com as famílias, para que elas possam conscientizar seus filhos sobre a importância do estudo em casa também”, disse. Além do seguimento das apostilas do governo, a escola promove eventos culturais ao longo do ano, como a Feira Cultural que acontece anualmente no mês de novembro – onde os alunos apresentam todos os trabalhos desenvolvidos durante o ano, de todas as disciplinas. Há ainda o uso constante de multimídia, como datashow, CD e DVD, tornando as aulas mais dinâmicas e permitindo um contato entre os alunos e a tecnologia. “Os alunos gostam muito de fazer apresentações de trabalhos em slides”, disse a coordenadora. Os professores, 90% efetivos, são responsáveis em sala de aula, cumprindo com sua profissão, preparando aulas, com o material sempre em mãos.

“Aqui os professores conscientizam o aluno que o estudo é firme e é cobrada ajuda dos pais também”, acrescenta a coordenadora. Todas estas ações resultaram nos bons resultados que a escola obteve no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2008. O ensino médio da escola ficou em primeiro lugar no Idesp, dentre as escolas públicas do Vale do Paraíba. O terceiro lugar do Ensino Fundamental no Idesp, dentre as escolas públicas de todo o vale, também foi conquistado pela escola.